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Curitiba, Paraná, Brazil
Jornalista e Pós-graduada em Comunicação Audiovisual - PUC/PR.

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terça-feira, 25 de março de 2014

Projeto ousado e sustentável

Conheça a casa de alto padrão feita de contêineres em um condomínio de Curitiba

Casa de 240m² feita de contêineres no condomínio Brazville - Curitiba
O que antes era usado apenas na indústria da navegação agora está fazendo sucesso entre as classes A e B. Os contêineres, feitos de aço corten, estão sendo utilizados para a construção de casas em condomínio de alto padrão. Essa técnica construtiva ainda é novidade no Brasil. Conforme explica o arquiteto e urbanista, Danilo Corbas, de São Paulo, faz aproximadamente quatro anos que os projetos residenciais, feitos por arquitetos, começaram a surgir.

Entre as vantagens na utilização de contêineres para projetos residenciais ou comerciais, estão as reduções de custos e de desperdício de material, a rapidez na entrega, a agilidade na montagem, a mobilidade e a sustentabilidade. Segundo Corbas, essa técnica construtiva vem conquistando o mercado: “Não se trata de uma solução final para os problemas de sustentabilidade, mas representa mais um avanço nesse campo. Cada vez mais, há pessoas interessadas em usar esse tipo de construção. Normalmente, são clientes que procuram um novo conceito de morar, que aceitam novidades e não estão presos aos padrões mais conservadores”.
As paredes e o teto podem ser revestidos com drywall ou placas de madeiras
O sistema hidráulico e elétrico é igual ao de uma obra comum, embutidos na parede
Corbas já contabiliza sete projetos residenciais concluídos utilizando contêineres e dez que ainda não foram executados, além dos projetos comerciais e de eventos, como mostras de design e arquitetura. O projeto da casa, localizada no condomínio Brazville, no bairro Orleans, é mais um assinado por Danilo Corbas. 

A proprietária, Katia Gabardo, conta que a rapidez da obra superou suas expectativas, poupando incômodos, estresse e dinheiro: “Desde o princípio, já imaginava que seria algo diferente, mas a rapidez da obra com redução de custos foi o que mais nos surpreendeu, sem contar toda a parte de decoração que deixou a casa super aconchegante, clean e moderna”.

Para esse projeto, foram utilizados seis contêineres que resultaram em uma casa de 240 m² de área privativa, divididos em dois andares. A obra levou cinco meses para ser concluída, com um custo 30% menor se comparado à construção de alvenaria. A proprietária conta que em um dia o terreno estava vazio e no outro já havia toda a parte estrutural montada. 
Foram utilizados seis contêineres para construir a casa de 240 m² de área privativa
O que demandou mais tempo foram os projetos complementares como revestimento de paredes, contrapiso e piso, projeto elétrico, hidráulico, luminotécnico e de marcenaria, além da escolha de acabamentos, comenta a arquiteta e design de interiores Priscila Ferstemberg, que deu continuidade no projeto até a finalização e entrega da casa. 


A arquiteta lembra que decorar uma casa feita de contêineres requer algumas técnicas específicas que já vêm executadas junto com o projeto arquitetônico. “Priorizo sempre o conforto térmico e acústico dentro da casa, aliado à praticidade, à funcionalidade e ao bom gosto. O projeto já é pensado com muitas aberturas, ventilação cruzada e iluminação natural, além de revestimentos com placas  termoacústicas, sistema de drywall e tecidos quentes. Procuro misturar o clássico com o contemporâneo, ambos se complementam e tornam os espaços extremamente agradáveis, funcionais e práticos”, explica Priscila.
Varanda 
Garagem

Contêineres

Os contêineres utilizados no transporte marítimo têm vida útil de cerca de dez anos. Após esse período são substituídos por equipamentos novos, pois deixam de ficar esteticamente atraentes, principalmente para clientes do mercado internacional. Mas no que diz respeito aos aspectos estruturais e funcionais, estão em perfeito estado e podem ser utilizados na construção civil, chegando a durar 90 anos.

Segundo o gerente técnico e de projetos da Delta Contêineres, Pablo Castilho, as cidades de Curitiba e São Paulo demonstram maior interesse em utilizar essa técnica construtiva. A Delta Containers é uma empresa curitibana, que fornece os contêineres para construção de residências, escritórios comerciais, plantão de vendas, pet shop, academia, self storage, entre outros projetos.
Pátio da empresa Delta Containers
O valor de cada contêiner varia de acordo com o projeto que o cliente deseja. Vai depender da quantidade de cortes necessários, medidas de portas e janelas e revestimentos utilizados, conta Castilho.

Os tamanhos e formatos de contêineres variam, mas geralmente são utilizados em projetos especiais o Dry de 20 e 40 pés, principalmente por ter o pé direito mais alto. O de 20 pés equivale a 6 metros de comprimento por 2,45 metros de largura por 2,60 metros de altura. Já o de 40 pés (High Cube) tem 12 metros de comprimento por 2,45 metros de largura por 2,90 metros de altura.
Contêineres com os cortes de portas e janelas 
Para a seleção dos contêineres, levam-se em consideração, primeiramente, as condições estruturais, se estão íntegros e dentro das medidas ISSO. Posteriormente, verifica-se se o contêiner não transportou produtos químicos ou cargas corrosivas. Em seguida, é realizada uma limpeza para remoção de graxas e óleos e faz-se um tratamento abrasivo para receber a pintura. 

A fundação para abrigar uma casa de contêiner depende do terreno e da preferência do cliente. Entretanto, é importante frisar que o contêiner não necessita de uma base única e sim de quatro pontos estruturais nas extremidades, chamadas sapatas. Já as instalações elétricas e hidráulicas ficam embutidas com acabamento que podem ser em drywall, MDF ou outro material.

Mais informações sobre essa técnica construtiva podem ser obtidas no site da Delta Containers ou com os arquitetos:
Danilo Corbas (11) 2858-4888 - email: danilocorbas@hotmail.com
Priscila Ferstemberg (41) 3029-9560 – email: pferstemberg@hotmail.com.

Depois dessas dicas, convido você para conhecer as opções de imóveis de alto padrão que a J8 Imóveis tem para lhe oferecer.

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Existe momento certo para mudar de profissão?

O melhor momento para migrar de carreira é quando a pessoa percebe que não tem mais prazer ou realização pessoal no seu trabalho


Antes de fazer a transição, é necessário levar em consideração alguns pontos importantes. O profissional deve estar consciente que poderá ter algum tipo de perda, seja financeira ou de status. Se ele exerce um cargo de gerência, por exemplo, provavelmente tem um salário razoável e é respeitado pela função que ocupa. Ao migrar de carreira, poderá ocupar um cargo inferior e ganhar menos. Por isso a necessidade de analisar os prós e os contras e ir preparado para esta mudança. 

Segundo Flávio Pereira, psicólogo e diretor do Instituto Flávio Pereira Desenvolvimento Pessoal e Profissional, muitas vezes o profissional prefere abrir mão de um salário alto para ter uma melhor qualidade de vida. Mas nem sempre a família entende e acaba pressionando para que a pessoa não mude de profissão. “Conheço um caso em que a mulher pediu o divórcio porque o marido deixou de ser comandante de navio para trabalhar como professor, sua renda reduziu”, conta o psicólogo. 

Pereira alerta que o autoconhecimento, o planejamento e pesquisas sobre a nova carreira são essenciais antes de tomar a decisão. É aconselhável consultar um especialista que oriente e ajude o profissional a descobrir o porquê está descontente com o emprego.
Entre os fatores mais apontados na mudança de carreira estão a realização pessoal, a flexibilidade de tempo, a qualidade de vida e um salário melhor.
“Nem sempre é a carreira, mas sim o ambiente da empresa onde trabalha. Muitas pessoas mudam de profissão devido ao ambiente. Conheci um dentista que abandonou a carreira porque percebeu que não gostava de trabalhar em local isolado, silencioso. Ele fez Gestão de Negócios e foi trabalhar na área comercial", conta o psicólogo. Outros estão descontentes com os colegas, com o chefe, com o salário, com a falta de incentivo e reconhecimento da empresa.

Se o problema é o ambiente, basta trocar de empresa e tudo está resolvido. Mas se for a insatisfação com a carreira, o melhor a fazer é procurar outra profissão. Conselhos de amigos, familiares e profissionais que estão na área desejada também ajudam, porém, o especialista em reorientação de carreira poderá auxiliar profissionalmente.

Flávio Pereira dá dicas para quem ainda não optou por uma carreira, para quem não iniciou um curso superior ou um curso técnico. 
Fazer uma análise vocacional, começando com uma análise da personalidade ou existencial. Cada personalidade adota uma profissão ideal: confira aqui.
Depois, deve-se analisar o futuro da profissão e as tendências do mercado. Pesquisar quais são as profissões que estão em alta e em baixa.
Flávio Pereira, psicólogo e diretor do Instituto
Flávio Pereira Desenvolvimento Pessoal e Profissional

Se você gostou, deixe um recado! É muito importante seu feedback. 

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Nutricionista destaca os benefícios do abacate

O abacate faz bem à saúde, auxilia na inibição intestinal, na redução do colesterol e alivia os sintomas da TPM

Rico em beta sitosterol, o abacate ajuda a controlar os hormônios do estresse
Consumir esta fruta rica em vitaminas, proteínas, betacaroteno, cálcio, magnésio, fósforo, ferro e potássio, faz bem à saúde, mas precisamos controlar a quantidade, uma vez que o abacate contém muita gordura. 

Segundo a nutricionista Adriana Roveda Chastalo, o abacate traz muitos benefícios à nossa saúde, melhora o bem-estar, alivia os sintomas da TPM, ajuda a ter um bom sono, regulam a memória, reduz os processos inflamatórios, como o desenvolvimento de osteoartrites e doenças do tecido cartilaginoso, dentre muitas outras particularidades desta fruta que pode ser consumida como uma receita doce ou salgada.

“As gorduras saudáveis elevam os níveis de serotonina e melhoram o bem-estar. Sabe-se que uma dieta pobre em gorduras pode provocar o desânimo. Estudos mostram que as pessoas ficam mais relaxadas depois de uma refeição rica em gorduras e podem até sentir menos dor. O corpo necessita de um pouco de gordura, preferencialmente gordura boa, para absorver os nutrientes que podem melhorar o humor, como a Vitamina E”, explica Chastalo.

Abaixo, uma entrevista ping-pong com a nutricionista Adriana Chastalo

Nutricionista Adriana Ângela Roveda Chastalo - CRN 8-2821
Esta fruta é indicada na alimentação de crianças?
O abacate pode ser introduzido na alimentação das crianças a partir do 9º mês de vida, é indicado para a visão por ser fonte de Vitamina A. As frutas, em geral, apresentam uma função importante na alimentação das crianças, são fontes de vitaminas, minerais, fibras além de importantes componentes antioxidantes.

Para os adultos, o abacate é considerado um aliado contra as fadigas física e mental?
Sim, por ser fonte alimentar do mineral magnésio (mineral antiestresse), além das vitaminas do complexo B (B3 e B6). Uma das indicações do abacate é no tratamento de doenças reumáticas e articulares. O óleo encontrado na polpa do abacate pode ajudar a reduzir processos inflamatórios, reduzindo o desenvolvimento de osteoartrites e doenças do tecido cartilaginoso.

Com que frequência é importante comer abacate?
O abacate, em pequena quantidade pode ser consumido diariamente, uma a duas colheres de sopa, que pode ser adicionado às saladas in natura ou na forma de guacamole, como tempero. Ou no lanche da tarde com cacau em pó, mel, limão, açúcar demerara, etc. Outra alternativa, é consumir ½ abacate pequeno 2 a 3 vezes na semana. Hoje em dia, encontramos com facilidade o avocado, um tipo de abacate pequeno, fácil de ser consumido e que dá para adicionar aos lanches intermediários.
Para quem tem níveis alterados de colesterol, uma opção para temperar a salada é utilizar o óleo de abacate diariamente, prensado a frio, extra virgem.

O abacate possui alto valor calórico?
Sim, o abacate possui alto teor calórico, mas é consenso que o consumo regular de abacate combinado a uma alimentação saudável culmina em promoção da saúde.  E, tudo depende da forma de preparo do mesmo, receitas com adição de mais ingredientes calóricos, como creme de leite, leite condensado, açúcar, etc., aumentam ainda mais o valor calórico do mesmo, dificultando qualquer tentativa de emagrecimento.

Qual é a melhor maneira de consumir o abacate?
In natura, com limão e pouco açúcar demerara, que é o açúcar menos processado e com nutrientes.
Com cacau em pó e mel.
Como guacamole (segue receita no final da matéria)
Com salada – pica os pedaços e mistura.

Dá para usar as folhas do abacateiro para fazer chás diuréticos e carminativo, ou seja, que auxilie na eliminação dos gases intestinais?
Sim, as folhas do abacateiro, assim como a fruta são consumidas de várias maneiras, desde seu uso como agente vermífugo até o tratamento de diarréia. O suco das folhas pode exercer uma atividade antibiótica, o extrato aquoso das folhas pode exercer efeito anti-hipertensivo prolongado, enquanto que a decocção da folha é considerada benéfica no tratamento da diarréia, dor de garganta e hemorragias, entre outros benefícios. 

Receita do Guacamole:
½ abacate médio
1 colher de sopa de azeite de oliva
½ cebola pequena picada
½ unidade de limão espremido
10 unidades de tomate cereja picados em 4 pedaços
Sal, salsa e cebolinha a gosto (opcional: alho e pimenta)
Amasse o abacate e acrescente o alho, o sal, o azeite, suco do limão e o tomate picado. Sirva sobre a salada ou como “molho” mexicano.

domingo, 24 de junho de 2012

Visitas à maternidade exige bom senso

Como se comportar ao visitar um recém-nascido na maternidade

Eu e meu bebê na maternidade. São momentos únicos. Por isso, precisamos aproveitar ao máximo.
Sua amiga, prima, colega de trabalho ou irmã deu à luz e você quer fazer uma visita? Ok, sem problemas, desde que ela queira receber visitas e que você tenha bom senso e respeito. Afinal, a recuperação é lenta, principalmente se for cesárea, sem contar que a parturiente e o bebê estão se conhecendo - ela acabou de receber um novo ser e quer dividir essas primeiras 48 horas com o pai e o bebê porque foram nove meses de espera para ver o tão sonhado rostinho.

Sim, eu sei que você comprou o presente com o maior carinho e está louca para presentear o bebê (além da curiosidade, é claro), mas com certeza a mãe que acabou de receber seu maior presente, seu bebezinho, dispensa qualquer joia, vestido, calçadinho, etc por um descanso, cochilo ou simplesmente para deixar seu bebê em paz, sem aquelas risadas, gargalhadas ou então pessoas desajeitadas que pegam o bebê de qualquer maneira e acham que porque já tiveram filho sabem tudo.

Acreditem, ainda tem a pior parte: sabe aquelas mães que querem dar o bebê que nem sequer completou 24 horas de vida para outra criança segurar. Detalhe: a criança já pulou, brincou, colocou as mãos no chão e está com o seu bem mais precioso e frágil nas mãos. Isso é um absurdo! (oiiii, mães?)
Chegada do bebê - esse momento é muito esperado, afinal, só agora a mãe poderá vê-lo realmente como o bebê é, tocá-lo e cheirá-lo porque no momento do nascimento é muito rápido devido aos procedimentos que o bebê necessita. Então meus caros, deixem esse momento para a mãe, o pai e alguém que a mãe realmente faça questão da presença.
Elenquei 13 dicas preciosas que funcionam perfeitamente, se você segui-las:

1ª - Seja breve. Permaneça, no máximo, 30 minutos. Isso se tiver pouca gente, caso contrário fique 15 minutos. A mãe e o bebê precisam de repouso.

2ª - Lave suas mãos com álcool gel assim que entrar no quarto. Você veio de fora, de um ambiente poluído.

3ª - Evite pegar o bebê no colo. Muitas mães não gostam, seja por medo de alguma doença ou ciúmes do bebê. Se a mãe oferecer, ok.

4ª - Não use perfume para visitar um recém-nascido. Não importa se é suave ou doce. Você precisa estar ciente que o bebê pode ser alérgico. Ah, sim, se é fumante, por favor, evite fumar no percurso até a maternidade.

5ª - Se estiver com febre, resfriado ou outras doenças, não vá à maternidade. Não custa esperar alguns dias e visitá-los em casa, depois que você estiver curado. O bebê ainda não tem imunidade suficiente.

6ª - Caríssimos pais, NÃO LEVEM CRIANÇAS HIPERATIVAS OU AGITADAS. Pelo amor de Deus, dá um mal estar de ver uma criança gritando ou pulando no quarto da maternidade. O mais desesperador é ver a criança gritando próximo do ouvido do seu filho que acabou de sair do seu ventre.

7ª - Não dê palpites, sugestões e dicas. A mãe se preparou durante nove meses para receber seu pequeno. Então tente segurar sua onda. Isso serve para as avós e aquelas tias que adoram palpitar. O bom senso diz que se deve respeitar a mãe porque ela descobrirá aos poucos as melhores maneiras de lidar com seu filho.

8ª - Se o médico ou a enfermeira chegar queira, POR GENTILEZA, se retirar do quarto. É muito constrangedor para a mãe, por exemplo, se precisar trocar um curativo ou então amamentar com a ajuda da enfermeira com aqueles olhares curiosos voltados para ela. As recomendações só dizem respeito à mãe e ao pai. Não seja deselegante.

9ª - Vale lembrar que nem sempre a mãe quer receber visitas na maternidade. Muitas vezes ela prefere recebê-las em casa. Há aquelas que preferem que venham à maternidade para não se preocuparem com a desordem da casa ou então em servir algo às visitas.

10ª - Fotografar ou filmar somente com o consentimento dos pais.

11ª - As visitas são importantes e geralmente quem vem nos visitar são pessoas que nos amam, que nos querem bem e muitas por pura curiosidade. Mas o que precisa levar em consideração é que o pós-operatório é para a parturiente descansar.

12ª - Tarefa para o papai: pedir licença às pessoas que a mamãe quer amamentar ou dormir um pouco por estar cansada. É importante que as visitas não ultrapassem o horário das 19h porque a mãe e o bebê precisam dormir. Afinal, quem terá que acordar no meio da noite para amamentar é a mãe.

13ª - Lembrancinhas: por favor, peguem uma por família. Se a lembrança é trufa ou outro doce, não queira comer a sua e colocar outra na caixinha ou então levar para outra pessoa que não pôde visitá-la.

Pessoal, essas dicas valem também para os primeiros dias em casa, ok!
Espero que gostem da matéria e compartilhem com as recentes e futuras mamães. Talvez possa ajudá-las durante a estadia na maternidade e nos primeiros dias em casa. Que tal enviar para suas amigas despretensiosamente? Acho que elas vão entender o recado.

Valeu!

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Seu bebê usa óculos de sol?

Atenção pais, o excesso de luz, com o passar dos anos, pode levar à escuridão. Por isso é importante acostumar as crianças a usarem óculos de sol desde bebê
 Meu filho, de 1 ano, usa óculos de sol desde bebê. Preferi a marca Ray-Ban por ter armação leve e lentes claras

Prezados, gostaria de dividir com vocês esse post. Como jornalista e mãe, considero esse assunto, saúde dos olhos, importante e essencial para as crianças e os pais.

Se você é uma das pessoas que pensa que óculos de sol é assunto apenas para adultos então precisa rever seus conceitos, porque a falta de proteção nos olhos durante a infância aumenta a chance de a criança ter problemas de visão no futuro.

Muitos pais não têm a consciência ou o conhecimento sobre a necessidade da utilização desse acessório nos pimpolhos. Ah, antes de mais nada é importante frisar que este acessório não é apenas para deixar a criança bonitinha, engraçadinha, mas sim para proteger seus olhos e evitar que, a longo prazo, ela desenvolva catarata, lesões na retina, irritação na córnea, entre outros problemas. 

Mas não basta apenas comprar um óculos qualquer, precisamos nos atentar à qualidade do produto. É importante ir até uma ótica séria, que tenha credibilidade porque as lentes precisam ter proteção contra os raios UVA e UVB.

Bem, para continuar essa matéria, preciso fazer um adendo:
Eu já havia postado esse texto acima no meu perfil do Facebook no início de fevereiro, porém, esta semana, mais precisamente no dia 04 de junho de 2012, estava assistindo ao programa “Bem Estar”, veiculado pela Rede Globo, e vi algumas dicas de dois especialistas que podem enriquecer a matéria. Por isso decidi postar aqui no blog também.

Você já ouviu falar em PTERÍGIO? 

O organismo, na tentativa de se proteger, produz uma pele rosada que cresce sobre a parte branca do olho

É uma doença causada pelo excesso de sol nos olhos. A pessoa que não tem o costume de usar óculos de sol pode desenvolver, ao longo dos anos, o Pterígio.

Conforme explica o oftalmologista Dr. Samir Bechara que participou do programa matinal “Bem Estar”, nos estágios mais avançados do Pterígio a pele cobre a região da córnea e da pupila, podendo levar até a cegueira. “Mas o lado positivo é que tanto o Pterígio quanto a catarata são perdas de visão reversíveis, diferente, por exemplo, do glaucoma, que é uma perda de visão irreversível”, afirma ele.

O oftalmologista Dr. Fábio Nero, que também participou do programa “Bem Estar”, expôs os sintomas do Pterígio. Ardência, vermelhidão, coceira e lacrimejamento, segundo ele, uma irritação constante. "Além desses sintomas, a pessoa poderá perceber porque a pele vai crescendo por cima da córnea. E se não fazer a cirurgia essa pele vai crescer e avançar até a pupila, que é o canal de passagem das imagens. Aí sim vai começar a atrapalhar a visão".

Os óculos de sol ajudam a prevenir do Pterígio. Por isso a importância de usá-los desde criança, de acostumá-las a usar porque quando nossos olhos entram em contato com a luz, a pupila dilata e se não tivermos uma proteção, um óculos de sol de qualidade, vai entrar mais luz e raios ultravioleta, trazendo complicações para a saúde dos olhos.

Segundo a Sociedade Brasileira de Oftalmologia, há três recomendações imprescindíveis e que precisam ser levadas em consideração na hora de escolher os óculos, seja para uma criança ou para um adulto:
1ª Exija proteção UV (400 nanometros)
2ª Compre em óticas confiáveis
3ª Peça Certificado e Selo de Garantia

Para tirar outras dúvidas consulte o pediatra do seu filho ou um oftalmologista (pediátrico). Ele poderá fazer um diagnóstico preciso.

*** Meus queridos leitores, se possível deixem seu nome e da sua cidade - assim posso saber quem está acessando e lendo minhas matérias.

sábado, 25 de junho de 2011

As primeiras papinhas, mas sem risco de engasgar

Alimentador de bebê ajuda os pimpolhos a descobrirem o sabor dos alimentos
Alimentar o bebê de forma segura é uma preocupação de todos os pais, principalmente depois dos seis meses, período em que eles começam a comer as primeiras papinhas. Comigo não foi diferente, desde que meu filho nasceu sempre me preocupei com o risco de asfixia.
Agora chegou o momento dele começar a comer as papinhas de frutas e em poucos dias começará a comer papinhas salgadas. Por isso, saí em busca de um alimentador que o ajudará a saborear os alimentos de maneira segura, minimizando os riscos de asfixia.
O alimentador de bebê, como é chamado, é recomendado por pediatras na fase do desmame. Este importante aliado dos pais e babás impede que pedaços grandes sejam engolidos pelo bebê e além do mais o pequeno poderá comer sozinho, sem perigo de se engasgar com os alimentos, que normalmente deveriam ser cortados em pedacinhos ou passados na peneira.
É prático e fácil de usá-lo. Basta abrir e colocar o alimento, com um simples click estará pronto para seu bebê se deliciar, sem riscos de engasgá-lo. 
As cores dos alimentadores da marca Munchkin são atrativas para o bebê. Encontrei nas cores verde e azul, rosa e laranja, verde e amarelo e roxo com amarelo e verde. Este acessório geralmente é encontrado em lojas especializadas para bebês. O valor varia entre R$ 18 e R$ 25.

Pedro Henrique com quase seis meses se deliciando com um pedaço de bife com o auxílio do alimentador
Fácil de abrir e colocar o alimento

Cores vibrantes para os bebês e leve

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Slingada – encontro que ajuda a tirar dúvidas dos pais

As Slingadas funcionam com a finalidade de orientar mães e pais sobre o uso do sling, da importância de estar consciente que não é apenas carregar o bebê dentro de um sling, mas sim carregá-lo com segurança.

Esses eventos costumam juntar famílias de diversos lugares, e além do aprendizado sobre o uso dos carregadores, também há trocas de experiências entre os pais.

Segundo Rosangela Alves, que presta consultoria em carregadores para bebês, o objetivo dos encontros é orientar os pais sobre o uso correto dos diversos tipos de carregadores, posições de uso, qualidade do tecido e das argolas e, principalmente, a importância do colo nos primeiros meses de vida, tanto para o bebê como para quem o carrega.

Hoje, Rosangela coordena encontros das Slingadas em São Paulo. Ela conta que chega a atender até 60 casais durante o evento. “Procuramos mostrar às mães como elas podem ser independentes usando os carregadores como um facilitador do colo”, afirma.

Conforme afirma Rosangela, a maioria dos pais que participam da slingada pela primeira vez já chega com os seus carregadores e nem sempre são adequados para carregar o bebê. “Por isso, procuro esclarecer que no mercado existem pessoas oportunistas que não se preocupam com a qualidade do produto. Já me deparei com carregadores com argolas de plástico, achatadas, finas, fabricadas para uso em vestuário, cortinas e bolsas”, finaliza.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Saiba mais sobre a arte de carregar bebê no pano

Depois de mais de 300 acessos em apenas uma semana no meu blog devido à repercussão da matéria sobre o uso do sling, estou trazendo o assunto novamente. Só que agora com a opinião da entrevistada Carine Sylvestre, que também é Conselheira da Arte de Carregar Bebê, empreendedora e mãe. Carine mora nos Alpes franceses com seu marido e dois filhos. Ela é formada por três escolas: Association Suisse de Portage Bébé (ASPB), Je Porte Mon Bébé (JPMBB) e Porter Son Enfant (PSE).
As perguntas feitas na matéria anterior à Tamara Hiller foram feitas também à Carine. No entanto, teremos opiniões expressadas de diferentes maneiras, mas com o mesmo objetivo: defender o uso do sling ou carregador de bebê.

1 – Carine, conte-me a história do sling?
Depende do que se subentende sobre sling. Se você se refere ao carregador de bebê em geral a historia é simples, ela começou com os primeiros homens desta terra. O sling, propriamente dito, carregador assimétrico com duas argolas costurado em uma das pontas foi inventado por Rayner Garner, em 1980, no Havaí. Ele testou um porta-bebê do comércio e logo percebeu que não era nada adaptado ao bebê e para quem o carregava. Então fez experiências com vários panos até chegar a conclusão que o carregador deveria ser ajustado facilmente tanto para ele quanto para sua mulher e foi aí que chegou ao carregador com argolas. O termo sling é muito usado no Brasil para designar qualquer tipo de porta-bebê. O correto é dizer sling só para os carregadores com argolas e os panos propriamente ditos podem ser chamados de Pano ou Wrap.

2 - Quais países têm o hábito de usar o sling, seja ele de argola, wrap ou pouch ou qualquer outro modelo?
A Ásia e a África nunca deixaram de usar carregadores de bebê, mas no ocidente, infelizmente, com a introdução da higienização e do carrinho, houve uma pausa desta prática. Em toda a Europa até o século XVIII as mulheres ainda carregavam seus bebês no pano. A Alemanha reintroduziu o pano porta-bebê nos anos 70 e só nos anos 90 que a França reintroduziu esta prática. No Brasil a introdução é recente, mas é importante ressaltar que índios sempre carregaram suas crianças em panos, cipós, fibra de coco, palha de buriti, entre outros materiais.

3 - Como se difundiu o uso do sling no Brasil?
Acredito que a maioria das pessoas que começaram a usar e fabricar carregadores de bebê no Brasil se inspirou no exterior. Percebo que existe inspiração dos Estados Unidos e da Europa. Acredito que foram mães que moraram no exterior e trouxeram esta arte para o Brasil. Hoje a difusão é basicamente por internet (redes sociais, blogs ou weblojas). Também existem grupos em várias cidades que promovem encontros como a Slingada, por exemplo, que é um encontro entre mães e pais para promover o uso dos porta-bebês.

4 - Você conhece algum programa para mães, seja em maternidades, hospitais, clínicas ou outro lugar que dê curso para que as mamães adquiram o hábito de usar o sling com seus filhos?
Infelizmente esta técnica não se aprende sozinha e só com um vídeo não é suficiente. Carregar bebê é uma transmissão e a necessidade de aprender esta técnica antes de praticá-la é muito importante. Eu recomendo fortemente procurar uma pessoa que conhece as técnicas e que conheça a fisiologia do bebê e do carregador. Têm muitos bebês “pendurados” em carregadores fisiológicos ao invés de estarem sentados de cócoras dentro do carregador (única posição fisiológica adaptada ao corpo do bebê).

Acabei de criar um meio em meu blog para encontrar oficinas e conselheiras com o mapa Google. Para que as mães e pais pudessem encontrar facilmente oficinas de carregar bebê no Brasil, mas por enquanto a maioria das informações fica nas grandes capitais.

5 - Até que idade a mãe pode usar o sling para carregar o filho?
Antes de tudo é necessário distinguir os porta-bebês.
Sling (com argolas) pode ser usado desde o nascimento até os dois anos (pelo fato de ter pouca estabilidade para carregar nas costas).
Pano/Wrap pode ser utilizado desde o nascimento até três anos ou quatro se houver necessidade.
Meï-taï (carregador chinês) pode ser utilizado desde os quatro meses até os três anos ou quatro se houver necessidade.
Porta-bebê pré-formado pode ser utilizado desde os quatro meses até três anos.
Pouch não há nenhuma vantagem, prefiro não comentar.

É importante ressaltar que de 0 a 18 meses o bebê é carregado quase que cotidianamente porque anda pouco. De 18 meses a dois anos a criança geralmente é carregada quando os trajetos ou passeios são longos ou em lugares que necessitam proteger a criança, além do que é um excelente meio para fazer a criança dormir quando se está fora de casa. De dois a três anos a criança já quer andar, mas ainda pede para ser carregada. E mesmo que seja pontual, a criança precisa deste contato.

As posições para carregar o bebê, seja no sling, pano ou porta-bebê pré-formado fisiológico estão relacionadas à sua idade.
- De 0 a três meses carregar o bebê na frente.
- De três a seis meses carregar o bebê de lado.
- De seis meses à quatro anos carregar o bebê nas costas.

6 - Quais os benefícios para o filho e para a mãe ao usarem o sling?
- Traz segurança ao bebê e aos pais, aumenta a confiança maternal.
- Promove o “concept of continun”, passagem calma e agradável do bebê da vida intra-uterina à vida extra-uterina.
- Estimula a lactação e aumenta a capacidade da mãe de ser fonte de alimento para seu filho.
- Favorece o sono e acalma o bebê, menos estresse.
- Estimula o sistema psicomotor; tonicidade muscular, sistema vestibular, etc.
- Diminui as famosas cólicas.

7 - Os sling são recomendados por profissionais da área, como médicos pediatras?
Sim, desde que a fisiologia do bebê seja respeitada, acredito que a maioria dos profissionais de saúde recomenda carregar os bebês, pois é natural e importante para o seu desenvolvimento. Carregar bebê oferece praticidade para os pais, os laços de amor são rapidamente solidificados e criam maior confiança em suas próprias capacidades. Mas ainda existe muitos profissionais que pensam que o bebê já é um ser capaz de se virar sozinho (sem contato) e talvez estes vão aconselhar comprar um carrinho (que custa muito mais caro) ou então dar mamadeiras. E pior que quando este tipo de conselho vem de alguém diplomado é difícil os pais contestarem.

8 – Atualmente tem alguma instituição especializada que aprova se o sling está em perfeitas condições de uso para que não prejudique o crescimento do bebê ou que melhor de adapte à posição fisiológica do bebê?
Que eu saiba não existe nenhuma instituição pública ou privada regulamentando o porta-bebê no Brasil. Por enquanto podemos contar com o Inmetro, que é o único que garante controle de qualidade. Em minha opinião todos os porta-bebês deveriam ter selo do Inmetro, já que estamos falando de crianças. Ainda falta certificação para a toxicidade do tecido (tipo Oko-tex) e certificação para a fisiologia do bebê. Existem algumas corporações no estrangeiro, mas infelizmente não são oficiais e não garantem suporte suficiente para que o porta-bebê e o modo de usar sejam de boa qualidade.

9 - Quais são os tipos de sling mais recomendados por profissionais da área?
O pano/wrap porta-bebê é o mais indicado, pois é o que mais se adapta ao corpo do bebê e é super polivalente. Oferece a possibilidade de mais de 20 amarrações. Usa-se do nascimento até aos quatro anos. A única desvantagem é que precisamos aprender a técnica com alguém para utilizá-lo.

O sling (de argolas) é um excelente meio para começar a carregar o recém nascido sem precisar fazer muitas oficinas para aprender as amarrações. Precisamos somente ter conhecimento de algumas informações. O que pouca gente sabe é que este porta-bebê super prático também tem suas restrições. Sempre vejo fotos na web com bebês deitados ou com a “face ao mundo”, sendo que estas posições não são fisiológicas para o bebê. A recomendação é somente carregar o bebê na posição vertical. A posição horizontal fica reservada exclusivamente para o período da amamentação.

E sobre o pouch nunca vi boas recomendações.

10 – O que a mãe precisa levar em consideração ao comprar um sling?
É muito importante verificar a qualidade do tecido, o tipo de tecido, se o carregador é ergonômico, se as argolas são seguras, entre outras. Atentar para a qualidade do porta-bebê, geralmente os vendedores conscientes expõem ao cliente o controle de qualidade do produto.
Eu conselho comprar um porta-bebê com fabricantes sérios. Já vi gente vendendo sling sem modo de uso e até com manual super mal feito, tornando perigoso para a fisiologia do bebê.

11 – Você acredita que o uso do sling é pouco difundido no Brasil? Por quê?
Sim, é pouco conhecido. Eu acredito que é por causa da distância geográfica do Brasil, as “novidades” demoram a chegar. E a maioria das oficinas acontece em São Paulo. Mas sem desesperos, a Alemanha, por exemplo, utiliza os panos porta-bebês há mais de quarenta anos e na França é utilizado somente há 15 anos e são países vizinhos. No Brasil, a única coisa que está faltando mesmo é a informação correta sobre as técnicas e os diferentes tipos de porta-bebês, principalmente informações sobre a fisiologia do bebê. Um exemplo é carregá-lo deitado no porta-bebê - pode causar dores articulares e musculares ao bebê. Pior ainda é o canal respiratório que fica quase bloqueado por causa da cabeça enfiada dentro do pano. Mas com o tempo, paciência e experiência chegaremos lá.
"O sling (de argolas) é um excelente meio para começar a carregar o recém nascido sem precisar fazer muitas oficinas para aprender as amarrações"
"Hoje em dia têm muitos bebês “pendurados” em carregadores fisiológicos ao invés de estarem sentados de cócoras dentro do carregador"
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